quarta-feira, março 23, 2011

O resultado de um dia ruim


                 
                    Sabe aquele dia que você acorda com o pé esquerdo, que a maquiagem não lhe tapa a tristeza, que as cores da sua roupa não alegra o seu dia, o sorriso no rosto é uma máscara? Eu compreendo. Este dia tudo que você deseja é apenas ser um ajudante do mágico no circo, aquele ajudante que sai da platéia  eufórico e sob o efeito do “abracadabra” transforma-se em pó. 

(...) uma vontade louca, um desejo; sumir.

                    Pois é, milhares de pessoas sentiram-se assim um dia, um mês, anos, e pense ainda naquelas que vivem mergulhados nessa dor por toda a sua vida. Pergunto-lhes qual seria o motivo para essa angustia, essa dor, essa tristeza? Os motivos seriam os mais variados possíveis, desde uma unha que quebrou a atenção que você não teve, uma ausência, decepção amorosa, a baixa da auto-estima, ou apenas tristeza. 
Tais motivos seriam justos para você?

                    Os humanos poderiam ser definidos por uma única palavra: inconstância. Não sabemos o que almejamos, somos altamente racionais, antes de tomar qualquer atitude repensamos mil vezes; como resultado a desistência, nossas escolhas estão sempre correlacionadas às escolhas e perspectivas de alguém, estamos sempre disponíveis a arrumar a vida dos outros, mas a nossa vida quem vai pôr em ordem?

                     Achamos que conhecemos o “outro” e na verdade nem a nós mesmos conhecemos. A vida é uma busca incessante pelo conhecimento de si, pela aceitação do que és.  Deixemos de ser sombra de nós mesmos e passemos  a ser aqueles de quem a sombra é  projetada  no chão.

sexta-feira, março 18, 2011

Ah o amor


O amor pode justificar, determinar, agregar, permitir, superar, perdoar, prolongar, simula, expõe.O amor orienta, desnorteia, incendeia, esfria, congela, ferve. Por ele se luta, por ele se brinca, por ele se chora, por ele se vive, por ele se morre. Ele ataca e defende, derruba e sustenta, grita e silencia. Ah o amor.

Escritos da velha agenda rasgada



Com muita preguiça quando ela chega em casa tira a roupa e se atira na cama, não se importa com a bagunça e se joga no colchão. Quase sempre de mau humor não há ninguém que faça carinho, não há ninguém cuja presença a faça alegrar. Tranca-se no banheiro,  olha-se no espelho repara seu cansaço  através das olheiras e rugas, e recorda o tempo que passou, muda o penteado, põe um salto alto e pergunta-se sobre tantos porquês. Perde a hora. Marca no calendário velho mais um dia vivido desejando fervorosamente que este fosse o ultimo. Olha a janela, mas não vê luzes ou sons, deita,  e dorme com fone de ouvido, por medo do silencio que o escuro traz.

quarta-feira, março 09, 2011

Une demande de moi, sur vous


Desculpa, se digo coisas, palavras e frases desordenadas, eu não sei muito bem me expressar. Você não me reclama, você não se exalta,  não diz nada, você apenas olha pra mim e sorri. Até quando vai durar? Lembrei-me de você, era alta madruga e muito frio, o céu estava cinza, cheiro forte de cigarro, bebida e algumas lágrimas derramadas, alguém me olhou e eu pensei que fosse você, o vento me trouxe o teu perfume e o cheiro do teu corpo persiste em meu corpo. Mergulho no cheiro que não defino, mas que reconheço.  Preciso te tocar ou não conseguirei dizer mais nada, faz tempo demais que não te vejo, não te alcanço, você me escapa entre os dedos. Eu sei o que me trouxe até você foi esse teu jeito de ir vivendo, de quem ama e abraça a vida, de quem já caiu e se reergueu. Eu tenho a sensação, a impressão, de que nos compreendemos, e basta fechar os olhos para que eu me enxergue em você, eu vejo as mesmas marcas, os mesmos pés cansados, e os mesmos olhos esperançosos. Será que eu te conheço mesmo, o que eu preciso saber sobre você? 

Já é noite a pouco uma estrela despencou e em silêncio, fiz um, dois, ou três pedidos. Pedi para saber amá-lo, compreende-lo e tocá-lo. E todos os dias mesmo sem estrela, sem noite, sem sono, eu peço para ser amada, compreendida e tocada.


pra ler todos dos dias




É tempo de limpar o armário, a cabeça, guardar a bagagem, tirar o pó. Por que não, limpar as gavetas, purificar a alma, retirar as vírgulas, pôr pontos finais. Finja que nada aconteceu afinal quem se importa se você amou, se você errou? No fim vão te esquecer de qualquer maneira. Diga não, diga sim, seja honesto. Seja a menina que brinca que dança, seja a menina moça que encanta, grite aos quatro cantos quem você é, mostre sua cara, tire sua máscara, apareça, cresça e seja. Desconfie do tempo, faça acontecer, é hora, está na hora! Tenha dias chatos, felizes, intensos e solitários. Se despeça do passado, seja desapego, diga até logo, seja o adeus e recomece todos os dias!

sábado, março 05, 2011

O tal encontro


(...)   Era uma vez um cara meio que perdido, sem rumo, estava em um lugar qualquer. Aliás, ele não estava tão perdido assim, talvez ele estivesse no lugar certo, na hora certa, apenas não o reconheceu. Ele não sabia que o lugar escolhido para aquela noite houvesse um propósito.
A surpresa ou o que estava predestinado era que ele encontrasse alguém . Alguém cuja, experiências, gostos, cicatrizes eram bem parecidas. Enfim este rapaz fez tudo para que aquele momento, “o do encontro”, não se fosse, e sim se eternizasse e se fizesse presente por muito e muito tempo. Mas aquela moça desconhecia ou não tinha crença na eternidade. Ela  acreditava que os momentos deveriam sim ter um final, pois assim as pessoas teriam lembranças para recordar ou esquecer, além de que para que um novo momento surgisse outros deveriam ir embora; portanto ela procurava sempre guardar o que foi bom. 
Ela não sabia muita coisa, mas de uma coisa ela sabia, fez das palavras de um sábio escritor as dela: "Que não seja imortal, posto que seja chama, mas que seja infinito enquanto dure".
A conversa dos dois não foi muito longa, as provas eram poucas, mas ele sutilmente  tentava fazê-la acreditar que eram sinceras as suas palavras, eram vindas da alma. Desde então decidiram se conhecer trocaram mensagens, telefonemas, tiveram conversas longas, e outros dias foram só um “oi” . Ele fazia de tudo para que ela o reconhecesse como alguém verdadeiro, honesto; Mas ela parecia não ver, ou fingia, mas eu sei que em algum momento ela não resistiria; estaria entregue.
O que ela temia era que alguém conseguisse alcançar o seu coração e o partisse. E maior ainda que o medo de ser tocada seria o de decepcioná-lo, pois desde o dia em que ela o conheceu, sentiu-se mais viva, sorridente, de alguma forma completa, nunca havia conhecido alguém tão surpreendentemente adorável.  Ela tentou manter distancia, quis até ser indiferente, temia a desistência.
Enquanto isso o bom rapaz sonhava, que um dia ela tivesse confiança e acreditasse em suas palavras e em quem ele realmente é.
Um dia em seus sonhos o tal rapaz, conseguiu tê-la de vez , e quando acordou, olhou ao lado e lá estava àquela moça, ficou claro que ele não estava sonhando, e embora com o ar de dúvida, ele a olhou, tocou em seu rosto e falou: Bom dia! Saiba que eu te amo . Ela abriu um sorriso enorme e olhando em seus olhos, aproximou-se, chegou tão perto que ele podia sentir sua respiração, e de um modo único, ela o responde com as seguintes palavras: Eu sei e eu te amo.

quarta-feira, março 02, 2011

Meu nunca

 
Eu soube o tempo todo , pressenti que algo ia dar errado. Você, eu, nós, previsíveis. Eu soube o tempo todo, neguei, não aceitei, não enxerguei que seria nada e ao mesmo tempo seria um tanto, um tudo de lágrimas, gritos e dor. Basta ! Você não precisa fingir, mentir e ligar ou dizer coisa alguma. Não invente desculpas, não minta pra mim. Tão previsível; Droga!   

Onde quer que eu vá, eu penso: talvez essa seja a hora de encontrar alguém. Acredito. Daí busco lugares, pontos de encontros, de apoio, finalmente conheço alguém legal,  seduziu, apaixonou, me levou, frustou , lhe decepcionei, esqueci, me esqueceu.

Porque sou tão fria, quebrada ?
Porque não demonstro meus sentimentos ?
Por que eu sou tão vazia ?



Curiosos se perguntam o por quê de tanta insegurança. Nem eu mesmo sei. Sei que quero descobrir, desvendar, corrigir. MEDO! Quero abolir essa palavra, da minha vida, do meu vocabulário. Incertezas, erros não começam belas historias. Sempre que “ apanho”, caio, me levanto, renovo minhas forças, ainda tenho esperanças cansadas. Tenho esperado, procurado, tenho acreditado, eu venho sonhando que  um dia você, é você mesmo! Chegaria para escrever junto a mim uma historia, um romance, um drama uma loucura . E se você vier eu não terei receio, medo e não irei prever o final. Mas por mais que me doa dizer, eu sei. Sei que você nunca está vindo,  nunca, nossa distancia não está mais para física, espacial, geográfica e sim sentimental!