Apostando na contrariedade da vida.
Na dúvida de que o certo pudesse estar errado e o errado pudesse estar certo,
nós fugimos do obvio e pegamos o caminho inverso. Afinal nas eventualidades que
surgem os amores. Sem respostas, mas com convicção, a gente procura amores nos
bares, festas, botecos, sites de relacionamento, a gente procura o amor e
encontra boca, braço, peito. Procura carinho e encontra sexo, procura
companheirismo e encontra companhia, nessa soma o resultado é falta e o excesso
é carência.
terça-feira, novembro 15, 2016
quinta-feira, setembro 10, 2015
uma resposta
Ao mergulhar em meus olhos, no mais,
você verá refletir tua imagem,
razão da minha calma, alma leve e feliz.
Tens meus olhos e carinho,
meu riso também é teu.
Razão, causa, motivo, defino, é você,
e diante de tudo que se tem vivido,
do que é sentido,
para além do que é dito,
a palavra recíproco é ordem quando se fala em nós.
você verá refletir tua imagem,
razão da minha calma, alma leve e feliz.
Tens meus olhos e carinho,
meu riso também é teu.
Razão, causa, motivo, defino, é você,
e diante de tudo que se tem vivido,
do que é sentido,
para além do que é dito,
a palavra recíproco é ordem quando se fala em nós.
sobre escolhas e acasos
Durante toda a nossa vida fazemos planos, tanto, que as vezes nos esquecemos de vivê-la. Uma alteração aqui, uma escolha ali e uma não escolha acolá, as coisas sempre seguem o seu rumo, rumo próprio, seu curso. Daí perdemos o controle, tampouco sabemos nós que talvez a graça esteja no "não saber", em não controlar, no caos que muitas vezes nos proporciona experiências fantásticas.
Entregue-se a o que há de vir.
Vivamos sempre os acasos e sejamos felizes e gratos a vida.
Entregue-se a o que há de vir.
Vivamos sempre os acasos e sejamos felizes e gratos a vida.
sexta-feira, março 20, 2015
o jogo
Entre um jogo e outro destes que são postos a mesa,
eu descubro,
e logo após tu me revela as perigosas cartas,
eu descubro,
e logo após tu me revela as perigosas cartas,
cartas estas marcadas de tantos causos que foram ocultos, para que eu pudesse dormir.
quinta-feira, novembro 20, 2014
F-oi
Foi nessa de se afastar por ternura, que a loucura transbordou no amor,
para os sujeitos opostos, o não lúcido, lúcido se tornou.
O amor tornou-se consciente,
onipresente
e se eternizou.
O laço que nos unia enroscou-me o corpo, já não pude respirar,
com medo de sufocar-me e envolver-te fugi.
Penso,
como ousaria me arriscar.
E agora risco teu nome de mim,
traços,
linhas que nos separam,
uso laços que só enfraquecem o teu querer,
viro nó em você,
na garganta,
em tua vida
te desço guela abaixo sem que compreenda
eu fui apenas por querer,
querer estar
desesperadamente,
loucamente,
dentro,
fora
ao lado,
em,
de você.
segunda-feira, novembro 10, 2014
Ao som de Vai
Você me pede e eu vou.
Vou, mas levo os livros que não recebo,
Vou, mas levo os livros que não recebo,
os beijos que não
ganho, teu cheiro que não sinto,
devolvo as cartas que não leio.
Vou, não deixo nada para trás, liberto-me de tudo, ou minto, ou na verdade omito, guardo teus olhos para se pretenderes voltar e plantar tua casa aqui.
Vou, pois não fui tua morada, teu porto, o ponto,
fui estrada,
fui folha
de outono e chuva de verão,
fui tempo de aflição,
já você foi meu tempo real.
Moreno, sereno te gostando vou,
Em teu mapa já não se escreve eu
E o tempo me leva,
e eu viro pó, poeira, viro nada, só, me viro e voo.
Mas o vento que me voa espalhará meu perfume de
flor pelos ares que te circundam, e quando te
alcançares, serei em
você uma marca,
que não lava, não seca só fica e é lembrada enquanto eu vou!
quinta-feira, agosto 14, 2014
do sentido
escrevo-te de outro modo, não tenho frase pronta, não rabisquei mil folhas como faço de costume, foi no cru, no seco, no aqui-agora, tais palavras talvez saiam de forma desordenada, talvez não haja um sentido, pode ser que você ai do outro lado diga que é só mais uma viagem, o que não deixa de ser. Eu viajei. Viajei depois de horas olhando o céu pela brecha da porta, saí e olhei o céu da varanda, senti o vento e vi pássaros, prédios, penso como é bom estar vivo, mas como tem me doido viver. Não, não é um processo depressivo. E enquanto vocês confabulam sobre minha saúde eu penso como é bom ver, vejo aquilo que não é possível tocar, ter, apenas sinto, sinto muito. Enxergo para além do que é palpável, objeto, do que é subjetivo. Fecho os olhos e num pequeno espaço de tempo ouço sons que alimentam um sentimento aqui dentro, o de saudade, os abraços que não sinto, os beijos que não ganho, a falta das pessoas que se foram, a distancia daquelas que tenho tão perto, o medo do por vir. Angústia, sufoco, dor no peito, falta de ar, cansaço. No mais sou uma granada, que ao explodir atingirei todos a minha volta, o mais triste é alertar-los e não servir, é tentar afastá-los e sentir culpa, uma teimosia que me devasta. Esteja só e mesmo assim você terá alguém, eles não desistem, eles querem, eles insistem.
Deixem-me voar sob esse céu de mil cores, pois meu único desejo agora é ser pássaro,
voar sobre o tempo,
sobre a historia,
apenas voar,
sem pouso,
sem porto,
só voar,
sem nada a dizer,
ouçam o meu silencio onde muito é dito.
Deixem-me voar sob esse céu de mil cores, pois meu único desejo agora é ser pássaro,
voar sobre o tempo,
sobre a historia,
apenas voar,
sem pouso,
sem porto,
só voar,
sem nada a dizer,
ouçam o meu silencio onde muito é dito.
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