domingo, julho 21, 2013
Olhar
Você me olhou com um olhar desatento, isento de qualquer querer, quis te perguntar porque então não me olhara apaixonadamente, mas não o fiz, temi. Temi a morte do meu amor, temor a tua resposta, temi sentir-me tola, boba, ingênua menina. Mas quais argumentos você poderia me oferecer, se só com o timbre da tua voz rouca, sentir-me-ia estremecer.
terça-feira, julho 16, 2013
Quanto?
Em tudo como que um todo, sou tua quando te tenho.
Sou um todo quando sou tua, com as partes que tu me doa.
Quanto custa você se doar ?
segunda-feira, julho 15, 2013
A te, se assim sim disser.
Teu olhar de lente minha mente oculta, horas ficam vagas, mão atadas, suor nos dedos. Digo uma sílaba por vez até que fico muda. Mudo ao teu lado, esqueço passado, penso histórias futuras. Futuro homem do meu presente; amado em mente, alma, corpo, coração. Quanta ilusão eu crio, ilusão de ótica, óptica, só para ter você. Entre zumbidos, sussurros, gritos sem fôlego e aflito eu digo, sou eu, sou ela e posso ser tua, se assim quiser, se assim sim disser, tua.
segunda-feira, fevereiro 18, 2013
evoluIR
Digo haja paciência, haja paz, haja coragem de olhar nos olhos e dizer o que precisa ser dito, haja percepção para com o certo e o errado, encontre-se. Localize-se no tempo no espaço, saiba que você não é o centro das atenções, que o mundo não gira a tua volta e as pessoas não podem viver em função de você, de te agradar, de te mostrar qual caminho seguir. Cresça, recrie-se, faça o bem, há muitas pessoas que precisam de você. Seja tua idade, seja ela em números, em anos. Aprenda com os erros. Saia da preguiça, do comodismo, do “estou bem assim” e “isto é o que sou”. E se não for por você, faça por mim, por ele, por ela, por nós, por vós, por tantos outros. Pois, se ter um corpo avantajado, voz grossa, força no grito e na mão, praticar artes de todos os tipos representa a evolução, o crescer de menino (a), para homem (mulher)...
Para ser sincera, eu definitivamente não vejo vantagem na tua suposta evolução.
sexta-feira, janeiro 04, 2013
Da linha conversas atemporais
Como é fácil e passageiro tudo
aquilo de trágico a que o tempo e espaço impõem a vida de outro. Quer dizer,
você ouve os relatos, calcula a dor, propõe soluções- “se fosse eu”, mas não
adianta, no corpo do outro houve cegueira e surdez e o que permanece é só o sentimento,
o vazio, pois entre todas as coisas, tantas não são doces como devem ser. E de fato, jamais conseguiremos
reter a dor do outro, o êxtase do primeiro momento de medo e aflição
daqueles dias em que se pode enxergar além do que é visto, sentido e vívido; além
do que é breu, do que é morte, além do que faz falta, além do que é sentir-se
só e afundando.
sexta-feira, novembro 02, 2012
Sempre, durante, enfim ...
Vivi até aqui pra descobrir você, me ver em você, ser nós. Tantos contratempos, contradições e desencontros nos fazem longe e o que nos mata é ausência, a falta sentida, a carência. Dois seres desejantes unidos em prol de sentimentos comuns. Pessoas distintas e gênios difíceis, de nós dois quem é que sabe, de nós dois o que se há de esperar, o que se pode prever, pois se os caminhos não são seguros o amor também não é. Mas digo diante do que ontem literalmente fomos: _ é a vista que os meus olhos sempre desejarão ter. Sempre, durante, enfim
quinta-feira, novembro 01, 2012
Em tempos de ser tua
Em tempos em que são poucos os que agradam, que olha nos olhos, que sente o calor nas mãos da angustia do encontro e o coração pulsar da ansiedade de ver e conversar, eis que surge você. Não bastou o encontro dos olhos e o gosto do beijo na lembrança, foi preciso união de corpos, sonhos, desejos – desejamos estar juntos. Por demasiadas vezes perdemos a hora, a voz em críticas, nos construímos e nos [re] significamos. Entornamos nossa sorte no tempo, ele nos diria supostamente o que haveria de ser nós. Me trouxe riso, sonho, leveza, felicidade e por mais que eu não quisesse o desabrochar do teu carinho em mim, sem esperar ele cresceu.
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